segunda-feira, 11 de julho de 2016

sentimentos

          Eu estava em confronto com minha alma e a vontade louca de compartilhar, devo isto a minha existência, mas qual o preço a pagar? Um preço alto demais, para um retorno apenas monetário.
Valeria a pena? seria necessário muito mais coragem ou audácia. Seria necessário muito ódio, e esse eu não tenho, não aprendi a senti-lo.
         Diante de meu interlocutor a espera das palavras, elas não saiam de minha boca com nexo. Eu parecia uma louca... tão louca quanto a mãe no dia em que pedia para ser presa. Senti medo quanto naquele dia, eu estava tão criança frágil e sem rumo como naquela manhã e sentia o mesmo frio. Não conseguia falar. Sentia-me nua e a vergonha não dava espaço ao raciocínio. estava mais despida que a garota a fazer sexo no edredom e mais despudorada era minha historia no passado, que seria a dela no futuro.
          Mas porque vergonha se eu sou a vítima? Eu não fiz essa história, ela foi feita contra minha vontade. Eu não busquei os fatos eles se jogaram sobre mim.
          O que eu levaria para a casa? minha história.
          O que eu contribuiria para os acontecimentos. observação, astúcia, amizade, parcerias.
          A ira é meu maior pecado, mas minha personalidade não é histérica. Sou cruel comigo muitas vezes, mas o preço que vou pagar lutarei para receber.
          Vou conquistar o público que almejo. Não me arrumo muito, mas a vaidade é o meu pecado sublime, porque onde olho me vejo. Sou o espelho de minha alma. Não preciso odiar para ter coragem. Eu vivi minha história.