Guaratuba, 15 de junho de 2004
Eu já deveria ter escrito este sonho, afinal faz em bom tempo Eu havia comentado com a Jocilene , pelo casamento da Cris... Ou foi antes , não sei
O Zé levantou para viajar, não lembro o que foi fazer em Curitiba, voltou no mesmo dia. Parece que foi ao médico com o Ednei. Abri o portão para ele sair, nos despedimos e voltei para a cama, pois era cedo ainda ... Dormi e sonhei.
Uma árvore que plantei ao lado da janela de minha cozinha, havia crescido rápido demais... Era alta , porte esguio e conífera. Fiquei surpresa, com o tamanho "como cresceu rápido meu Deus!"...Entrei embaixo dela e vi muitas cobras entrelaçadas, de várias cores e tamanhos., passando umas sobre as outras. Eram tantas que não davam para contar.
Assustada corri telefonar aos bombeiros. Encontrei minha mãe na calçada...ela apenas me olhou, sem dizer uma palavra, simplesmente foi até a árvore , cortou-a como se colhesse uma rosa, quebrando-a de leve com as mãos e jogou-a para o outro lado do muro, ...sacudiu as mãos e desapareceu.
Fui até o telefone na mesinha da sala de visitas e tentava ligar aos bombeiros, mas não conseguia porque o número era comprido demais e a ligação não completava. Foi quando reparei que minha sogra dona Helena, estava sentada no sofá "Não adianta ligar eles não dão importância "-falou-...Então ouvi músicas e fanfarras na rua.
Enfrente ao ginásio passava um desfile alegórico, com um bebe estranho no meio, fazendo balizas e dançando com um bastão na mão. O desfile prossegui em direção à praia e do meu lado assistindo tudo estava apenas dona Helena. Eu vi o bebe por traz da turba dançando de fraldas, ele era pequeno, uma criança de quatro anos talvez, mas as pernas e a traseira eram como se fosse de um adulto..era feio e desengonçado, mas parecia natural dançando daquela maneira. Acordei ouvindo o barulho daquela música de fanfarras.
Trabalhei o dia todo sem lembrar do sonho, o Zé voltou com a noite ... No outro dia quando foi buscar gás , na associação ficou sabendo da ira do coronel (manda chuva), com um gerente que trabalhou contra ele durante a campanha, que estavam todos no olho da rua, etc, etc e etc....; que o outro não trabalhava direito, colocava substitutos em seu lugar, etc, etc, e etc,... Comentei com ele o meu sonho e-disse- "esta não é a primeira vez que sonho com serpentes. Outra vez sonhei com uma parreira linda e maravilhosa, com cachos de uva grandes e rosados, que eu havia plantado aqui no camping, quando estava embaixo dela me refrescando em sua sombra, ouvi um barulho de serpentes se entrelaçando umas nas outras. A pergola de parreiras havia se transformado em cobras e nesse dia acordei assustada e com tremores.
Conversando com Jocilene , ela achou que meus sonhos nada tinham a ver com coronéis ou com o ninho de serpentes com quem trabalho. A árvore que plantei poderia ser o Ednei , que crescera rápido sem eu perceber...O desfile é coisa passageira. Tudo vai ser rápido, tudo vai passar... Minha mãe e a figura de dona Helena, passivas e tranqüilas não compreendi direito...
Continua o texto em meu diário, escrito em 15/06/2004; na associação onde trabalhei..mais detalhes ...
linda..