segunda-feira, 11 de outubro de 2010

inicio de carnaval

você descobre que seu amor está gasto...
quando as pessoas à sua volta o ferem... com agulhas pontudas do gesto e das palavra
então olha no espelho e vê diante de si o espectro de seu corpo, que mal suporta sua alma ferida, caida e sem viço.
você arranca de seu coração sangrento o amor que cultivo, atira fora de seu peito sentimento agora inútil...fará isso sim para resgatar seu amor próprio e sua dignidade.
descobrirá sem remorsos, que não importa, se estão felizes ou choram, se sofrem ou riem.
seu coração se recupera e você passará a amar mais, sem amarguras... amará sua alma...sua arte e você mesmo.
descobrirá que Deus te ama, se você se amar com dignidade e viver com esperança.
olhe ao seu redor e verá o amor de Deus na natureza e verá em outros campos que amizades sinceras existem...
não há necessidade em cultivar antigos amores

texto de meu diário, escrito em
Guaratuba, 18 de Fevereiro de 2004...

Querida Aline

Quando Aline nasceu...coloquei este texto em seu diário

Seja bem vinda a este planeta maravilhoso. Não...vou construir a frase de outra forma
Querida Aline
Você é uma das milhares de criaturas de Deus, que tem o previlégio a viver no planeta mais bonito do universo, sem dúvida o preferido do senhor . "Portanto", seja bem vinda.
Sempre foi esperada, sabíamos que viria um dia para alegrar nossas vidas. Quando tua mãe e teu pai , vieram ao camping, nos dar a boa notícia, "de tua chegada", fiquei ansiosa, para que o tempo fosse rápido, queria que você já estivesse em meus braços, para beijá-la. Não sabia ainda se menina ou menino, nem o tamanho que tinha. Uma campista dona Lucinha, observou que pelo tempo, você no ventre de tua mãe, tería o tamanho e a forma de um grão de arroz. Tão pequenino!!!!
Brincamos com essa conversa.
Na hora do almoço, conversamos sobre você...como nos chamaria. Aos seus pais de, painho e mainha, e aos avós de voinho e voinha...
Então na dúvida, resolvi te perguntar e passei a mão na barriga de tua mãe. E lá estava, na blusa de tom escuro, bem branquinho! Bonitinho!, um grão de arroz. Coincidência ou não era você afirmando o teu tamanho e tua felicidade, ou quem sabe...
Seja bem vinda ao mundo do "Arco Iris", com a benção de Deus, meu grãozinho de arroz.
Um beijo de sua avó que lhe ama demais...

Pense em...Sargento Tomaz

Guaratuba, 19 de outubro de 2006

Eu sonhei que o senhor José, estava em meu banheiro, se preparando para escovar os dentes
-"Eu gosto mais da pasta azul, não essa que o Zézinho tem comprado."
-"Eu também -respondi
De repente ele estava na cozinha falando com a Cristiane, enquanto ela fazia o café.-"A Linda não gosta que faça dessa maneira o café".
-" O senhor está dando muita "ganja" para a Linda"-respondeu.
Fiquei pasma, -pensei- "Falando igual dona Helena". Olhei firme para o senhor José- "Não sou obrigada a suportar tudo, sei que o senhor gosta de minha casa, aqui se sente bem, arrumou o muro e a calçada, mas eu vou embora."
Então ele voltou para o banheiro com a escova de dente na mão e me perguntou-"Filha! você não viu meu coração?"
Comecei a procurar pelo coração, enquanto o ouvia dizer -"Eu não encontro meu coração, não sei onde o coloquei..." foi então que vi suas roupas penduradas no banheiro-disse- "O senhor deixou ali"...ele pegou uma peça de roupa, que era uma toalha com o coração dentro, cheio de espumas no lugar do sabonete.-"achei"-respondeu-"eu tinha lavado minha roupa e deixei ele junto para ensaboar".
Acordei muito assustada, com a boca seca e muita sede. Não consegui dormir até o dia amanhecer. O Zé acha que ele está sempre por perto, sentimos sua presença muitas vezes. Certo dia estávamos na cozinha e parece termos visto uma sombra passando da biblioteca para o Santuário, e um cheiro forte de flores a emanar pela casa.

texto tirado de meu diário...
DESCANSE EM PAZ.



domingo, 10 de outubro de 2010

Camping AVM

Guaratuba, 15 de junho de 2004

Eu já deveria ter escrito este sonho, afinal faz em bom tempo Eu havia comentado com a Jocilene , pelo casamento da Cris... Ou foi antes , não sei
O Zé levantou para viajar, não lembro o que foi fazer em Curitiba, voltou no mesmo dia. Parece que foi ao médico com o Ednei. Abri o portão para ele sair, nos despedimos e voltei para a cama, pois era cedo ainda ... Dormi e sonhei.
Uma árvore que plantei ao lado da janela de minha cozinha, havia crescido rápido demais... Era alta , porte esguio e conífera. Fiquei surpresa, com o tamanho "como cresceu rápido meu Deus!"...Entrei embaixo dela e vi muitas cobras entrelaçadas, de várias cores e tamanhos., passando umas sobre as outras. Eram tantas que não davam para contar.
Assustada corri telefonar aos bombeiros. Encontrei minha mãe na calçada...ela apenas me olhou, sem dizer uma palavra, simplesmente foi até a árvore , cortou-a como se colhesse uma rosa, quebrando-a de leve com as mãos e jogou-a para o outro lado do muro, ...sacudiu as mãos e desapareceu.
Fui até o telefone na mesinha da sala de visitas e tentava ligar aos bombeiros, mas não conseguia porque o número era comprido demais e a ligação não completava. Foi quando reparei que minha sogra dona Helena, estava sentada no sofá "Não adianta ligar eles não dão importância "-falou-...Então ouvi músicas e fanfarras na rua.
Enfrente ao ginásio passava um desfile alegórico, com um bebe estranho no meio, fazendo balizas e dançando com um bastão na mão. O desfile prossegui em direção à praia e do meu lado assistindo tudo estava apenas dona Helena. Eu vi o bebe por traz da turba dançando de fraldas, ele era pequeno, uma criança de quatro anos talvez, mas as pernas e a traseira eram como se fosse de um adulto..era feio e desengonçado, mas parecia natural dançando daquela maneira. Acordei ouvindo o barulho daquela música de fanfarras.
Trabalhei o dia todo sem lembrar do sonho, o Zé voltou com a noite ... No outro dia quando foi buscar gás , na associação ficou sabendo da ira do coronel (manda chuva), com um gerente que trabalhou contra ele durante a campanha, que estavam todos no olho da rua, etc, etc e etc....; que o outro não trabalhava direito, colocava substitutos em seu lugar, etc, etc, e etc,... Comentei com ele o meu sonho e-disse- "esta não é a primeira vez que sonho com serpentes. Outra vez sonhei com uma parreira linda e maravilhosa, com cachos de uva grandes e rosados, que eu havia plantado aqui no camping, quando estava embaixo dela me refrescando em sua sombra, ouvi um barulho de serpentes se entrelaçando umas nas outras. A pergola de parreiras havia se transformado em cobras e nesse dia acordei assustada e com tremores.
Conversando com Jocilene , ela achou que meus sonhos nada tinham a ver com coronéis ou com o ninho de serpentes com quem trabalho. A árvore que plantei poderia ser o Ednei , que crescera rápido sem eu perceber...O desfile é coisa passageira. Tudo vai ser rápido, tudo vai passar... Minha mãe e a figura de dona Helena, passivas e tranqüilas não compreendi direito...
Continua o texto em meu diário, escrito em 15/06/2004; na associação onde trabalhei..mais detalhes ...
linda..