sucedeu o seguinte
Nasci na Ilha da Madeira, como todos os meus ancestrais.
Lá porém não é necessário ao casar-se uma mulher trocar o nome do pai pelo do seu marido.
Assim me chamo Maria Ermelinda Tomas Pereira, hoje, porque sou casada no Brasil e o nome de meu marido é José Adil Tomas Pereira.
Meu pai no entanto chama-se Agostinho João Ferreira e sou filha legítima dele.
Minha mãe se chama Filomena Gomes Henrique e sou filha legitima dela.
Eu me chamo de nascimento Maria Ermelinda Gomes Ferreira.
Minha avó era Matilde Celeste da Silva e meu avô José Gomes Henrique. Sobrenome de minha mãe.
Aqui no Brasil, viemos como emigrantes permanentes. Este país sempre respeitou as leis de outros países principalmente com relação a casamentos. entratanto no passado os filhos naturais não eram reconhecidos pelas leis brasileiras. O casamento deveria ter o nome da esposa com o sobrenome do marido. Na empresa onde meu pai trabalhava colocaram para fins de Previdencia Social, o nome de minha mãe como Filomena Gomes Ferreira.
Aqui começou a confusão. Meus pais semi analfabetos, sempre consideraram quem tinha estudo. Se falavam esta dito.
O escrivão do cartório do Portão (todos os registros deveriam ser feitos no bairro onde residiam , assim disseram aos meus pais e eles na sua simplicidade acreditaram). Como eu dizia o escrivão não aceitou a documentação de minha mãe e meu pai com sobrenomes diferentes. Segundo ele a lei não permitia que meu pai reconhecesse neste caso os filhos e os meu irmãos deveriam ser registrados somente no nome de minha mãe como "Filhos Naturais de Filomena Gomes Henrique". Isto é, naquele tempo minha mãe seria reconhecida como mãe solteira. Meu pai e meus avós e meus antepassados todos não aceitriam e o caso ficou resolvido com a carteira da Previdencia Social, onde minha mãe tinha o nome de Filomena Gomes Ferreira.
Assim meus irmãos se chamam Angela Maria Ferreira, José Agostinho Ferreira, Paulo Sergio Ferreira, Maria Fátima Ferreira e Maria Elizabete Ferreira. As meninas agora com os sobrenomes de seus maridos.
Afirmo aqui portanto a quem quiser ler este depoimento, que meus irmãos e eu somo sfilhos legitimos do mesmo pai e da mesma mãe. fomos criados na mesma casa e temos todos os mesmos antepassados.
Temos o mesmo sangue, cem por cento de pai e mãe.
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