Pesadelo
Guaratuba, 17 de abril de 2011
De repente eu estava no meio do capinzal, mato alto, vegetação desconhecida, conversando com um bebe somente de fraldas descartáveis. Ele me dizia que estava bem, que eu não precisava me preocupar, por que estava entre amigos, que logo o pai viria buscá-lo. Esse bebe, era o Jonas Gabriel, que o Edgar havia deixado para traz, quando voltou de viagem para o Piauí. Eu não conseguia entender porque ele tomara uma atitude tão brutal, abandonando o filho no meio da rua com outros bebes abandonados. Carinhosamente o peguei no colo e perguntei se tinha mais fraldas para trocar porque estava todo sujo. Envolveu seus pequenos bracinhos em meu pescoço, me beijou bastante na face e chorou, me pedindo que não queria ficar ali, porque tinha medo dos ratos. Foi quando vi ratazanas passeando no meio do capinzal, e disse a ele, _vou pedir a avó Helena para deixar você morar na casa dela, até teu pai vir te buscar, pois eu não Tenho onde morar também eu estou tão só quanto você. De repente eu não estava mais no capinzal, caminhava pela rua oposta a minha casa onde morei toda a ávida, antes de vir PARA Guaratuba. Percebi então que estava tendo um pesadelo. Mas como vim parar ali? Só poderia ter levantado de minha cama dormindo, me sentia cansada, pois estava na rua sonâmbula e acordei caminhando. Parecia longe demais para chegar a minha casa. Eu sabia que o Edgar não abandonaria o filho e estava satisfeita de estar somente sonhando. Mas preocupada porque andava no sonho. Foi um sonho, dentro de outro sonho, meu Deus que aflição, pelo abandono, pelos ratos, pelo mato tão alto, por andar dormindo, cansada... Acordei, sobressaltada, agora escrevo tudo sem nexo, para não esquecer, não quero perder o fio da meada, sabe como é sonho, em um relance você esquece tudo.
Ontem falei ao telefone com o Ednei, parecia preocupada, deve ter sido este o motivo de pesadelo tão feio. Meu Deus! Enquanto escrevo isto, estou chorando.
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