quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Faz tempo o sonho
Faz tempo o sonho
Guaratuba- 04 de dezembro de 2004
Sonhei (na casa de Jocilene) pelo aniversário de Aline
Eu saí de um lugar com muros altos e um lindo jardim, com árvores frondosas, um banco gostoso onde eu havia dormido. Eu estivera lá quando criança, mais ou menos três ou quatro anos, lembrava isto no sonho.
Eu vestia uma saia preta, longa, uma blusa bonita em tom verde musgo. Eu era magra, esguia e muito jovem.
Estava bem comigo, me sentia linda e bem vestida e seguia por uma rua desconhecida. De repente estava na Praça Rui Barbosa em Curitiba antiga quando era ainda um lugar de ponto de ônibus da cidade toda, no passado. Passava pelo quartel do exercito (hoje um mercado).
Eu caminhava pelas ruas dessa cidade antiga, mas estava sozinha, não havia ninguém, as ruas completamente desertas.
Quando atravessei a rua do quartel, percebi que estava descalça, esquecera definitivamente em calçar os sapatos.
Ergui a saia e contemplei meus pés no chão firme, senti na pele as pedras da rua antiga, olhei ao redor com vergonha, mas não havia ninguém mesmo.
Pensei em voltar para calçar os sapatos, porém decidi que não queria regredir, tinha que seguir adiante. Não sei onde estava indo, mas tinha que chegar há algum lugar. O fato é que olhando sempre meus pés no chão contrastando com a roupa bonita, eu me sentia confortável.
Então eu pisei firme as pedras da rua antiga, e com meu corpo jovem e magro segui adiante sentindo o calor do chão na pele do meu pé descalço.
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