Há trinta e cinco anos eu subi ao topo de uma montanha muito alta e parei diante do precipício, apesar de sentir meus pés tremerem e o chão não estar firme.
Não senti medo em cair no abismo sem ouvir a voz da prudência que me alertava para não olhar tão fixo aquele buraco imenso. Por isso hoje de tanto olhar faço parte desse abismo
Dizem que sou má, não tenho compaixão e minha consciência me acusa sempre dessa verdade
Quero ser branda e imparcial com meus vilões, tenho que amar meus personagens, sem me importar com as angustias que me aturdira nas noites insones e obscuras de minha existência.
Falar sobre eles é dizer um pouco de mim em cada palavra e gesto que representem.
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