Sonhos ou pesadelos
Guaratuba 31 de junho de 2011
Eu estava em uma festa, não sei onde e de quem era essa festa. Estava com um namorado, mas não lembro quem era.
Ele se aproximou e me disse que precisaria levar a mãe dele para a casa com as amigas, e que eu fosse embora sozinha, pois não poderia mais voltar para me buscar. Fiquei decepcionada, porque no carro não havia lugar para mim, mas concordei assim mesmo, que estava tudo bem.
Essa casa era em Coroados, pelo menos era para lá que eu pensava em ir, no meu sonho. Andando pelas ruas elas estavam inteiramente bem iluminas com lâmpadas amarelas intensas. De repente, a rua ficava às escuras, totalmente um breu. Eu estava sozinha. Olhava para todos os lados e não via ninguém. Completamente só. Voltava então para o inicio da rua tentando pegar outra senda quem sabe. Pensei, devo chegar à praia. Aquelas ruas são mais iluminadas, mas neste horário não há mais ônibus para coroados terei que ir caminhando.
Mas ao regressar estava em outra rua, não aquela de principio, porém totalmente iluminada. Caminhava tranqüila, quando de repente novamente, estava tudo às escuras, eu completamente só e com medo. Voltei para o inicio do caminho, mas a rua era outra, e bastante iluminada. Pensei por esta eu chego à praia, mas novamente ficava tudo às escuras eu só e com medo.
Eu estava perdida e assustada, ao redor a solidão plena, ninguém para pedir ajuda. Reconheci então a rua perto da colônia dos fiscais. Pensei, "Se seguir aquela rua dará direto na casa da tia Marta. Porém essa rua daria na vila leão em Curitiba. Iria pela Fernandes Pinheiro, chegaria à República Argentina e caminharia pela praia. Confusão. Rua em Curitiba, mas no sonho margeando o litoral de Guaratuba.
Reconheci a casa de minha tia, cheguei à esquina e virei para a Fernandes Pinheiro, mas as ruas eram antigas, as mesmas que eu brincava quando criança. Em uma casa de madeira com uma grande varanda, como aquelas dos poloneses. Escutei o riso de minha irmã Bete. Vi luzes na casa e entrei chamando por ela.
_Onde vocês está – me perguntou.
_Aqui fora. Estou só. Não consigo achar o caminho de casa.
Então como em um passe de mágica eu estava abraçada à minha irmã e chorando muito. Acordei chorando de verdade.
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