sábado, 1 de outubro de 2011

Sempre sonhos


 


 


 

Sempre sonhos


 

Guaratuba, 01 de Outubro de 2011


 

    Parece que minha mente anda agitada demais. Sei que sonhamos todas as noites, porém meus pensamentos atribulados fazem-me lembrar sempre de meus sonhos.


 

    Eu estava em algum lugar desconhecido, com saudades demais de minha casa. Encontrei meu marido andando e perguntei-lhe pela Tuca. _Deixei a Dalva cuidando dela- respondeu.

    Uma melancolia intensa invadiu minha alma, senti saudades, vontade de chorar. Lembrei então de meus cavalos. O Coração apertou a melancolia se transformou em agonia, desespero. Precisava voltar. Perguntei ao Zé se alguém estava cuidando deles, e ele me respondeu que não havia deixado ninguém tomando conta de cavalos.

    Precisava voltar logo... Estava então em uma cidade pequena, mas não era ainda minha casa. Passei a conversar com pessoas que passavam pela rua e via muitas carroças pelo caminho, mas não meus cavalos. A cidade não era a minha, a casa não era a minha, mas encontrei meus cavalos caminhando. Abracei o de pelo preto e macio, com uma cauda imensa e ele sorriu para mim. Não dei importância ao marrom que estava parado me observando. Então uma escova apareceu em minha mão e passei penteá-lo com carinho, conversava com ele e me sentia feliz. Não sei como, coloquei os arreios sobre seu lombo e tentava montar, quando ouvi a voz do Zé me chamando. -Linda pare com isso.

    Eu colocara todas as cobertas sobre o Zé, uma perna em cima dele. Parece que estava tentando no sonho, como sonâmbula montar sobre meu marido que dormia tranquilamente, quando acordei com ele me pedindo socorro, par lhe tirar as cobertas do rosto.

    Como fui sonhar isso, não sei, nunca tive um cavalo, jamais montei ou vou montar. Tenho admiração pelo animal, medo...


 

    
 


 


 

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